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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

de volta às palavras

de volta as palavras!


um dia todas elas se foram e o papel sofreu a falta do atrito áspero do grafite.
um dia elas se calaram e o vento sofreu a falta do som confuso das vozes.
um dia elas mentiram tentando dizer a verdade e o fogo consumiu o papel.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

...

O silêncio fala para quem escuta

O silêncio fala o que a pessoa escuta

O silêncio não se atém a falar a verdade de ninguém

Por isso o corpo que fala no silêncio não é o da pessoa que gesticula

Mas o da que escuta

palavra na ilusão

o limite da palavra na ilusão da poesia
bendita palavra
capaz de salvar uma alma de sua decomposição
o limite da palavra na ilusão da poesia
maldita palavra
incapaz de metamorfozear-se naquilo que nomeia
a iminência de cair em um buraco negro
o que existe atrás da escuridão do buraco negro

(escrito em junho de 2009 em resposta a um texto de g.giannattasio)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

sobre os conceitos

"{...} os conceitos (como todos os conceitos e, aliás, todas as palavras) vêm carregado de acréscimos - cada um deles está sobrecarregado por sua carga psíquico-cultural, como convidados que suspeitosamente chegam com enorme excesso de malas para quem vem apenas passar o fim de semana." (Hakim Bey, Caos. São Paulo: Conrad, 2003)

domingo, 27 de setembro de 2009

citação incompleta

"precisamos aprender como manejar eficientemente as palavras mas, ao mesmo tempo, devemos preservar, e, se necessário, intensificar nossa capacidade de olhar o mundo diretamente, e não através da lente semi-opaca das ideias, que destorce cada fato, diluindo-o no lugar comum das denominações genéricas ou das abstrações explanatórias" (aldous huxley)
27/10/2004

quem ouve? quem houve?

quem ouve? quem houve?